domingo, 27 de setembro de 2009

GrupoJogo estreia sua primeira montagem na Usina do Gasômetro

Espetáculo Fenícias, de Eurípides, em apresentações únicas nos dias 3 e 4 de outubro

Premiado logo em sua estréia no XI Festival Pedritense de Teatro como melhor espetáculo adulto, Fenícias, montagem do Grupo Jogo de Experimentação Cênica para o texto clássico de Eurípides, será exibido em Porto Alegre, nos dias 03 e 04 de outubro, na Sala 302 da Usina do Gasômetro. A peça, dirigida sob criação coletiva dos integrantes do grupo, foi contemplada com 9 indicações dos 11 prêmios distribuídos no festival e faturou, além do prêmio máximo do evento, os troféus de melhor atriz e melhor figurino.“As Fenícias” foi escrita por volta de 411 a.C. e propõe um enfoque diferente ao mito de Édipo, escrito por Sófocles. A partir da visão feminina e maternal de Jocasta, conta-se o destino de uma cidade assolada pela maldição lançada aos irmãos Polinices e Etéocles, filhos de Édipo, que disputam, enfurecidos, o cetro herdado. Em tempos de guerras funestas e verdadeiras batalhas civis, o exemplo da escrita grega comprovam que a busca enlouquecida pelo poder, através das medidas mais ardilosas, são incapazes de alterar um destino inevitável: o de sofrimento e de desgraça humana.
A adaptação, assinada por Alexandre Dill, tem sua origem no curso de formação dos atores integrantes do grupo e seus estudos prevem de 2007, quando orientados pela Dra. Paulina T. Nólibus na Escola de Teatro Popular . Após dois anos de pesquisa, agregando, inclusive, estilos de atuação diferentes que o da Tragédia Grega, o grupo apresenta um trabalho com ênfase na fusão do movimento, da música e da palavra falada, com referências nas concepções de Rudolf Von Laban, Antonin Artaud e Eugênio Barba. Elementos de composição do Teatro Nou também são utilizados.A crítica especializada e o grande público demonstraram entusiasmo após a apresentação no Festival no dia 29 de agosto. O júri técnico do evento foi composto por Stella Bento, Antonio Carlos Brunet e Airton de Oliveira. Algumas palavras dos jurados proferidas no bate-papo aberto após a apresentação:“É tão ruim para nós, avaliadores, quando o espetáculo é bom, por que assim não temos nada para criticar.(...) Trata-se de uma lição de como encenar modernamente uma tragédia grega.” (Antonio Carlos Brunet).“O cenário é de uma delicadeza singela, a iluminação representa felizmente a sensação de sangue derramado, tudo muito bem encaixado.” (Airton de Oliveira).“A atuação da atriz principal (Márcia Mello), sua imagem, é impactante, e o público é convidado, logo ao entrar no teatro, a ingressar no clima proposto pela peça”. (Stella Bento).Serviço: Fenícias
Adaptação de Alexandre Dill
Interpretes: Alexandre Dill,
José Henrique Lingabue,
Igor Pretto
e Márcia Mello
Criação Visual: Bruno Salvaterra
Iluminação: Gustavo Susin
Acessoria de Cena: Thainá Gallo e Igor Simões
Bilheteria: Bruno Salvaterra e Michel Flores
Direção sob Criação Coletiva do GrupoJogo de Experimentação Cênica
Dias 03 e 04 de outubro (sábado e domingo) às 20hSala 302 da Usina do GasômetroIngressos: R$ 10 (50% de desconto para estudantes, classe artística e pessoas com mais de 60 anos).
Apoio:
Academia Athlética
Teatrofídico
Parafina Surf Shop
Principado de Astúrias Café
TC Fitnnes

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Crítica a FENÍCIAS po Gustavo Susin


Experimentar no teatro é sempre arriscado; mas o espírito vanguardista exige o risco. Talvez seja este a característica mais marcante no conjunto geral do espetáculo "Fenícias", tragédia de Eurípedes adaptada por Alexandre Dill e com criação coletiva do GrupoJogo de Experimentação CÊnica (que eu tenho enorme orgulho de integrar).



A começar pela opção do texto. "As fenícias" é uma obra que não é usualmente montada, talvez por também tratar da história de Édipo-Rei, consagrada pela escrita de Sófocles. Mas em tempos de afirmação cada vez mais forte das energias femininas, a visão da mulher, no caso, Jocasta, esposa e mãe de Édipo, consagram esta história da guerra pela cidade de Tebas em um contexto muito mais emotivo, e que expõe uma mazela que permanece viva nos dias de hoje: a guerra entre irmãos, entre povos de origem única.


Mas experimentar em tragédias gregas? E logo na estréia do grupo?


Realmente, a coragem move os homens. 

leia a crítica na íntegra: www.cenaevoz.blogspot.com